VOCÊ É PASSIVO(A) OU POSSESSIVO DE MAIS NO RELACIONAMENTO?
- Sep 8, 2014
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Quando o indivíduo se torna um imitador daquilo que ele deixou de ser é quando ele adota um comportamento passivo na vida. Ao se perder da sua própria identidade, o indivíduo passa a expressar sempre de maneira negativa aquilo que ele gostaria de expressar, por exemplo: na tentativa de ser prestativo ele se torna submisso, na tentativa de ser atencioso ele se torna sufocante. O comportamento passivo na vida gera o comportamento possessivo nas relações amorosas.

No último texto falamos de como surgem as máscaras; caridoso e orgulhoso dentro do relacionamento. Estas máscaras são criadas, principalmente, pela possessividade que possui dois braços o ciúme e a inveja. Uma relação construída a partir destes fatores se torna bastante limitante, pois é necessário que as duas pessoas envolvidas sejam dependentes uma da outra. Sendo assim, uma cultura autoritária se estabelece e é justificada em nossa sociedade que reconhece a possessividade como algo que legitima o fenômeno amoroso a partir da crença na frase: “Quem ama sente ciúme se o indivíduo não sente ciúme é porque não ama”. Possuímos uma série de crenças errôneas sobre o amor o que produz em nós um comportamento competitivo quando nos relacionamos. Outra frase muito comum em nossa sociedade e que afirma essas nossas crenças equivocadas sobre o amor é: “Em um envolvimento amoroso um sempre gosta mais e é melhor que não seja eu, pois este é o que mais sofre”.
Assim, a relação amorosa se torna uma disputa, um jogo de convencimento no qual a vontade de persuadir fica maior que a de compreender. Um vai se tornando mais passivo e o outro mais egoísta. As máscaras; caridoso e orgulhoso vão se consolidando e passam a se relacionar em detrimento das pessoas reais. Na ilusão de se tornar o vencedor no amor, os dois acabam perdendo e falindo o namoro. O convívio é contaminado pela conveniência. O que o casal quer é deturpado pela expressão: “o que eles vão pensar”? O casal passa a viver mais pra fora do que pra dentro de casa. Dão valor a crenças que envenenam a relação, acreditando que no amor há um vencedor fazem da relação um jogo onde os dois perdem. Os dois perdem em segurança emocional, em maturidade intelectual, em desenvolvimento da confiança de ser um indivíduo inteiro e capaz de enfrentar as dificuldades colocadas pelo dia-a-dia.
É importante perceber que o passivo em uma relação amorosa é o mais possessivo. Aquele que se declara submisso é exatamente quem manda na relação. Ao se colocar na mão do outro, o indivíduo quer ser recompensado por isso. Quer ganhar mostrando que perdeu tudo pelo outro. Daí sente muito medo de perder essa pessoa que ela mesma se colocou nas mãos dela. E este medo de perder alimenta o comportamento possessivo que só faz aumentar a chance que a perda aconteça.
O passivo vai se desesperando cada vez mais, pois quanto mais ele doa, quanto mais ele cede, mais ele afasta o outro. O que aumenta ainda mais o seu medo de perder e a sua possessividade. Quanto mais força ele faz para evitar que a perda aconteça, mas ele perturba o outro e o outro acaba não aguentando mais e fazendo acontecer justamente aquilo que o passivo mais temia.
O passivo deve perceber duas situações; Que ele se colocou na mão do outro por inveja o que denota um medo de viver a própria vida. O invejoso deseja pra si a vida do outro. E que ele se colocou na mão do outro por ciúme o que denota uma insatisfação com a própria vida. O ciumento exige pra si o máximo do outro. Porque quando está na mão do outro ele não precisa decidir, resolver, inventar, mas na sua vida sim, haverá sempre alguma questão esperando ser respondida.
O passivo se perde da sua própria identidade por estar insatisfeito com a sua vida (se tornando ciumento) ou por ter medo de vivê-la (se tornando invejoso).
Se você está se sentindo passivo na sua vida AVALIE se foi por um desses dois motivos. Se for pelos dois motivos você vai ficar cada vez mais possessivo em suas relações amorosas, pois morre de medo de perder a pessoa amada, mas vai acabar fazendo tudo para justamente afastá-la.
























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